sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Projecto de Artes Visuais Intermédia -"Indigo World" projecto "Mind the Gap"

Indigo World - “Mind the Gap” Pressupondo que as Crianças Índigo são a evolução da humanidade, e que evolução é transformação, admitindo assim, que para haver evolução é preciso mudança, metamorfose, e que ao mudarmos percorremos um caminho.

Partindo desta conjectura, vimos na estrada um bom elemento para ilustrar esta opinião. A estrada, alude à dualidade, ao ir e vir, ao passado e futuro, ao conhecido e desconhecido. No entanto, neste projecto “Índigo World”, entendemos que é emergente o actuar agora, no presente, no já! Assim, optamos por inscrever a palavra “Mind the Gap”[1] ao contrário, ou seja, o espectador quando olha para a fotografia sente que olha para o “ir”, o “futuro”, o “desconhecido”, no entanto, a inscrição remete para o oposto, ele observa o “foi” o “passado”. O observador está no presente de costas para o futuro. A expressão “Mind the Gap”, surge como um grito de alerta. Com esta alegoria, queremos, mais do que transmitir a nossa opinião, colocar uma questão: estará a humanidade a receber/perceber o Indigo World?

[1] Cuidado com o vão. É uma advertência para o comboio de passageiros, pois por vezes há uma grande vala entre a porta e a plataforma. Foi introduzido em 1969 pelo Metro de Londres. A expressão é usada no sentido “ cuidado com o outro lado/desconhecido”.


mind the gap from Low Cost Filmes on Vimeo.

Making off
Trabalho realizado por Rita Melo e Ricardo Crista

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Teorias da Aprendizagem Humana



Temos aqui uma breve panorâmica das várias teorias de aprendizagem que moldaram o nosso tempo. Como estamos colados à nossa realidade, parece difícil determinar a quota de cada um dos elementos que contribuem para a nossa adaptação da nossa educação.
Aqui estão três perguntas que precisam ser avaliadas:
  • São as teorias de aprendizagem que permitem a modificação das ferramentas que usamos para aprender?
  • As novas ferramentas estão a forçar-nos a inventar novos métodos de aprendizagem para a sua propriedade?
  • O conhecimento de métodos de aprendizagem e integração de ferramentas inteligentes podem levar o especialista e o aluno a novas alturas cognitivo?
     
A resposta comum a estas três perguntas é, sem dúvida, SIM.


Comportamento 
  
   Para o behaviorista, a aprendizagem é uma mudança de comportamento. A ideia central é que existe uma realidade externa objectiva que aprendemos através de nossos sentidos. A aprendizagem ocorre quando uma pessoa dá uma resposta correcta para um determinado estímulo. Os comportamentos são determinados pelas condições ambientais, porque os behavioristas acreditam que o ser humano é passivo, e isso é o suficiente para manipular as condições ambientais para alcançar o comportamento desejado.

Cognitivismo   Foi por volta dos anos 50 que o poder cognitivo se destaca claramente das behavioristas actuais, ele defende uma nova abordagem para explicar a aprendizagem, a de processamento de informações.

O termo refere-se a "todas as actividades e processos internos associados à aquisição de conhecimentos, informações, memória, pensamento, criatividade, percepção e compreensão e resolução de problemas "
 
Os cientistas cognitivos estão interessados no que se passa na mente dos indivíduos que aprendem.  

A informação vem de fora e vir a seus sentidos pelos indivíduos na memória sensorial onde eles são os primeiros reconhecidos e seleccionados alguns segundos antes de ser encaminhada para a memória de curto prazo (MCP) por cerca de vinte segundos, em seguida, eles são armazenados na memória de longo prazo (MLP).Quando um indivíduo tem de produzir um comportamento deve buscar através das informações armazenadas na MLP, aqueles que concordam e volta para seu MCP.

O importante é como a informação é armazenada na memória. Para ser reutilizáveis, devem ser organizados em MLP. O ser humano é um processador activo de informação, como um computador, e aprendizagem é definida como uma mudança nas estruturas mentais do indivíduo.

Note-se que o cognitvismo aparece quase ao mesmo tempo que o computador.
Norbert Wiener publicou um livro em 1948 que foi um marco, "Cibernética".

Ele apresenta essa nova ciência:
"Nós decidimos chamar" Cibernética "o campo da teoria de controlo e comunicação, seja na máquina ou no animal."


Construtivismo"Este novo paradigma na educação exige uma ruptura com as concepções que geralmente praticados em relação ao ensino, aprendizagem e os papéis e as responsabilidades dos professores, bem como estudantes." (Tardif, 1998).

"Comportamentos de um aprendizado novo é a forma encontrada pela evolução para garantir a adaptação além de mecanismos inatos. O processo pelo qual a estrutura cognitiva é permanentemente mudado, é a adição de conhecimento ou de links entre o conhecimento prévio "(Bracke, 1998).

   O construtivismo está em voga desde o início dos anos 90. Ele vê a aprendizagem como um processo activo de construção do conhecimento, em vez de um processo de aprendizagem. Não há um objectivo de aprendizagem, só interpretações pessoais da realidade, cada um construiu suas próprias interpretações e são válidas apenas para um determinado momento, eles são "viáveis" para um determinado tempo e possuir propriedade, como eles são realizados em uma comunidade que aceita a mesma base e os mesmos valores.

O Ensino tem a forma de apoio a este processo. O professor e outros estudantes para orientar própria pesquisa do aluno para o sentido.

O indivíduo procura compreender as múltiplas perspectivas através de sua interacção com o mundo exterior. Em vários pontos da posição do construtivismo é semelhante ao cognitivo.

A contribuição das novas tecnologias parece ter dado um novo impulso para o construtivismo baseado no princípio da auto-construção do conhecimento. Todos usam as TIC a partir de casa pode construir sua própria rede de conhecimento activo. Esta tendência para se auto-mover, no entanto, a responsabilidade para o aluno aprender sobre a tecnologia cabe ao professor desempenhar o papel de um tutor à distância.

Um novo conceito de ensino em teorias da aprendizagem que vem fazer contra-peso a esta tendência, é a mediação.


O modelo de mediação, práticas e tecnologias   A base teórica existe para justificar o modelo de mediação. Eles são menos conhecidos do que aqueles que fizeram o sucesso do behaviorismo e construtivismo. Dois psicólogos devem ser ligado a esta grande escola de pensamento, russos e americanos Vygotsky Bruner. A maioria das teorias de aprendizagem de desenvolvimento [animais] têm contado com metodologias que, implicitamente, individualista por natureza. Esse mesmo viés individualista existe em estudos de aprendizagem, no nosso caso é ainda mais extraordinário, dado o nosso investimento na cultura da família do grupo de pares, da escola, e a nossa capacidade especial para representar o mundo para nós mesmos e aos outros através da linguagem.

   O modelo de mediação priva a ferramenta da possibilidade de ser o controlador de instrumento, centro, em torno do qual o processo de aprendizagem. Este modelo rejeita a tecnologia na periferia e, de facto, um instrumento de relação pedagógica. Identificar as tecnologias mais adequadas para que esta visão das práticas de ensino é uma questão crucial para a sua integração nos sistemas educacionais.

A mediação se aplica às relações interpessoais dentro do grupo formado por estudantes e intercâmbio de professore. Em cada uma destas categorias de troca, várias ferramentas tecnológicas podem servir de suporte e que reforça os aspectos da relação educativa.

Uma das formas mais promissoras para o uso da tecnologia na mediação de troca inter-pessoal é a aprendizagem colaborativa, o resultado da interacção entre os alunos. Não há melhor maneira de aprender do que ensinar.

Em comparação com a abordagem puramente comportamental ou de aprendizagem construtivista de modelo de mediação tem a vantagem de reduzir os problemas enfrentados por recursos tecnológicos. Este modelo é a relação inter-pessoal, no coração de aprendizagem. Ela dá ao professor ou treinador a responsabilidade pela escolha dos métodos e recursos educativos de apoio e ampliar o comércio dentro do grupo. A posição atribuída ao dispositivo e tecnologias é não reduzir o seu âmbito de acção, muito pelo contrário. Usado para servir o intercâmbio educacional, multimédia abre mais perspectivas de intervenção e, provavelmente, mais hipótese de sucesso.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Proporção Áurea e Número de Ouro a Impressão digital de Deus

A proporção áurea ou número de ouro ou número áureo é uma constante real algébrica irracional denotada por e com o valor arredondado a três casas decimais de 1,618. É um número que há muito tempo é empregado na arte. Também é chamada de: razão áurea, razão de ouro, divina proporção, proporção em extrema razão, divisão de extrema razão. É frequente a sua utilização em pinturas renascentistas, como as do mestre Giotto. Este número está envolvido com a natureza do crescimento. Phi (não confundir com o número Pi (π), quociente da divisão do comprimento de uma circunferência pela medida do seu respectivo diâmetro), como é chamado o número de ouro, pode ser encontrado na proporção em conchas (o nautilus, por exemplo), seres humanos (o tamanho das falanges, ossos dos dedos, por exemplo), até na relação dos machos e fêmeas de qualquer colméia do mundo, e em inúmeros outros exemplos que envolvem a ordem do crescimento.


Justamente por estar envolvido no crescimento, este número se torna tão frequente. E justamente por haver esta frequência, o número de ouro ganhou um status de "quase mágico", sendo alvo de pesquisadores, artistas e escritores. Apesar deste status, o número de ouro é apenas o que é devido aos contextos em que está inserido: está envolvido em crescimentos biológicos, por exemplo. O fato de ser encontrado através de desenvolvimento matemático é que o torna fascinante.

A Sequência de Fibonacci...0,1,1,2,3,5,8,13,21,34,55,89,...

Tecnologias de Informação e Comunicação

As Tecnologias de Informação e Comunicação têm uma grande importância na vida das pessoas, invadindo todas as áreas do quotidiano, incluindo a Educação, a área profissional e do lazer. É um facto que as novas tecnologias assumem hoje uma dimensão inegável na sociedade, por essa razão é importante reflectir sobre o lugar que estas ocupam e as novas funções que elas podem desempenhar. As TIC são ferramentas essenciais no contexto escolar. Na sociedade actual, conceitos como aprendizagem, informação e conhecimento tornam-se indispensáveis no sistema educativo, já que tem um papel decisivo na formação dos alunos. Certamente, docentes tiveram necessidade de se actualizar, adaptando-se em função de melhores aprendizagens.
Assim, as TIC podem ser usadas das mais diversas formas numa sala de aula. Desde o recurso a Powrpoint, para edição e exibição de apresentações gráficas informando sobre um determinado tema podendo usar imagens, sons, textos e vídeos, que podem ser animados de diferentes maneiras. O Word, como processador de texto, para os trabalhos, projectos, testes, etc. A Internet, que carrega uma ampla variedade de recursos e serviços. Os alunos podem ter acesso a toda informação e conhecimento de outras culturas. De entre múltiplas opções, podem construir os seus portefólios através de sites e blogues. As novas Tecnologias, trouxeram ainda novos materiais de trabalho que os alunos de artes visuais, em particular os de cursos profissionais, utilizam já de forma indispensável. Como o caso de software profissional: o Autodesk que permite modelar imagens em 3D, sendo estas funcionais, ou seja, funcionam como no mundo real; o AutoCAD que é utilizado principalmente para a elaboração de peças de desenho 2D e para criação de modelos 3D; o InDesign é desenvolvido para organizar páginas, permitindo criar, diagramar, visualizar e editar muitos materiais como revistas, jornais, anúncios, embalagens, etc; o Photoshop que permite editar e manipular imagens bidimensionais; o Flash, utilizado geralmente para criar animações interactivas que funcionam embutidas num navegador web; entre outros.
O professor e mesmo os alunos devem manter-se, o mais possível, actualizado. A inovação das tecnologias é muito acelerada e é preciso uma constante actualização.

Com isto, deixo um exemplo com o filme "Laboratório" premiado com a categoria Ensaio mMltimédia nas Curtas Sadinas 2009, com realização minha (Ricardo Crista) e Renata Barreto no âmbito do projecto artes e ideias dos nossos alunos.

o Chef aconselha: "Mon Oncle" de Jacques Tati, 1958


De Jacques Tati. Com Jacques Tati. Comédia em Cores. Duração 116’.

O humor explode quando o excêntrico herói Monsieur Hulot de Jacques Tati deixa a ultra moderna casa de seu cunhado e vai para uma anti-séptica fábrica de tubos de plásticos. Tati dirige e estrela a segunda aparição do personagem Hulot. Uma deliciosa sátira da vida mecanizada.
*Oscar de Melhor Filme Estrangeiro e Prêmio Especial do Júri no Festival de Cannes/1958.*

Learning Theories Video

Nino Cais


O trabalho de Nino Cais consegue estabelecer uma relação menos automática com os objetos cotidianos ao evocar comportamentos infantis e dar forma a fantasias. Não é a primeira vez que a infância e a loucura, destituídas de voz na sociedade moderna, chamam a atenção de artistas. As vanguardas do início do século XX foram marcadas por um encontro com a arte primitiva, o inconsciente e o traço infantil. Tudo isso pode ser lido como uma parte da crítica à racionalidade empreendida desde então. 

Changing Education Paradigms

"Het Klokhuis" by Johnny Kelly

"Het Klokhuis" Opening titles from Johnny Kelly on Vimeo.